Marco das Três Fronteiras 2017-07-07T06:10:14+00:00

O MARCO DAS TRÊS FRONTEIRAS RECEBE UM BANHO DE LOJA DO LADO BRASILEIRO: JÁ TEM NOVO CENTRO DE VISITANTES, UM BAR BADALADO E UM DOS MELHORES LUGARES DE FOZ DO IGUAÇU PARA APRECIAR O PÔR DO SOL.

Quem guarda lembranças amargas do lado brasileiro do antigo Marco das Três Fronteiras precisa voltar. E logo! Desde 2015, a atração histórica vem passando por uma série de reformas e inovações, a começar pelo obelisco, pintado de verde-e-amarelo e cenário até de apresentações teatrais. Completam o complexo uma eficiente estrutura de boas-vindas ao visitante, além de um charmoso bar/restaurante, cuja varanda serve de camarote para assistir a um dos mais belos pores do sol de Foz do Iguaçu.

PONTO de encontro

O ponto em que o rio Iguaçu desemboca no rio Paraná é muito mais do que junção de dois rios. Ali encontram-se Brasil, Argentina e Paraguai, no que se convencionou chamar, em comum acordo entre as três nações, de Marco das Três Fronteiras. Cada um dos países tem um monumento estrategicamente disposto de modo a formar, para quem os vê do alto, um triângulo perfeito – o significado é o de respeito e igualdade entre eles.

No lado brasileiro, o obelisco de pedra e cimento, hoje pintado de verde-e-amarelo, foi construído há mais de cem anos, em 1903, na antiga Colônia Militar de Vila Iguassu, que havia sido fundada para iniciar o povoamento da região no fim do século XIX.

Símbolo da origem de Foz, o obelisco testemunhou episódios importantes da história brasileira, tal como a passagem da Coluna Prestes, o movimento que percorreu 25 mil quilômetros pelo interior do país durante mais de dois anos reivindicando ideais revolucionários. Em um dos raros registros fotográficos, dezenas de soldados-cidadão, como eram chamados, aparecem de costas per-filados frente ao rio Paraná, armados de espingardas em riste, paralelas ao monumento.

Ao longo dos anos, milhares de pessoas rememoram esses e outros acontecimentos em visita ao lugar emblemático, que chegou a ter, em 1997, um auditório especialmente desenhado para rece-ber reuniões e eventos ligados ao Mercosul. Chamado de Espaço das Américas, esse anfiteatro pas-sou por total degradação e vem sendo reformado pelo Grupo Cataratas, que no final de 2015 venceu uma licitação para recuperar e administrar o Marco das Três Fronteiras em todo o seu potencial turístico.

NOVIDADES de primeira

O visitante já percebe novos ares ao chegar no espaço, hoje denominado Marco das Américas. As boas-vindas são dadas no Centro de Visitantes, que oferece toda a estrutura de apoio a turistas e moradores bem como aos profissionais do setor. Distribuídas por uma área de 700 metros quadrados, as instalações foram inspiradas na arquitetura das Missões Jesuíticas.

Um belo mural criado pela artista plástica Angelita de Souza conta toda a história do lugar, desde sua posição geográfica, seus primeiros habitantes, as cataratas, até a construção das usinas e da Ponte da Amizade. Na variada loja de suvenires, é possível encontrar roupas, chapéus, chaveiros e esculturas, entre outros produtos. Além de informações acerca da atração em si, o visitante pode acompanhar como serão as próximas fases do complexo. Toda a comunicação está feita em português, espanhol e inglês.

Também está em funcionamento hoje o Cabeza de Vaca, um charmoso estabelecimento que atende como bar, restaurante ou lanchonete. Na varanda, são disputados os lugares para apreciar diretamente o pôr do sol sobre os rios, um espetáculo à parte. O nome da casa homenageia Álvaro Núñez Cabeza de Vaca, o navegador espanhol que descobriu as Cataratas do Iguaçu, acidentalmente, em 1542, e que será tema de um museu a ser inaugurado em breve.

A próxima etapa de revitalização do espaço também contempla a construção de torres temáticas com mirantes de observação, ligadas entre si por passarelas aéreas. Estão previstos mais brinquedos para crianças, um centro de exposições, um píer tanto para barcos locais como para embarque em passeios pelas imediações e um circuito terrestre de visitação. Planeja-se da mesma maneira a implantação de um sofisticado sistema de iluminação sobre jatos d’água no rio e no espelho d’água que circundará o obelisco, para um show de cores que deixará a experiência ainda mais emocionante.

O Marco das Américas pode ser visitado diariamente das 9h às 18h. A entrada custa R$ 14 mas é gratuita para moradores de Foz do Iguaçu (precisa apresentar comprovante de residência e documento com foto). O Cabeza de Vaca abre no mesmo horário e funciona até um pouco mais tarde: 19h20h. O atrativo tem estacionamento próprio, que funciona das 10h às 20h e cobra R$ 5 por diária.

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